fantasia louca...
Com os dentes do desejo
quero morder e calar tua boca
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Primavera
não é qualquer um que me acende
qeu entende a minha pele
não é qualquer um que vale
a queima de minha velas
não é qualquer um que me ilude
happy end, cinderela
não é qualquer um que revela
meu negativo na janela
não é qualquer um que descobre
meu riso na foto amarela
não é qualquer um que flagra
minha pose de fotonovela
não é qualquer um que me cobre
como lençol de flanela
não é qualquer um que me avexa
como se eu fosse donzela
não é qualquer um que me sabe
suavidade de gueixa
não é qualquer um que me deixa
flor aberta
primavera
qeu entende a minha pele
não é qualquer um que vale
a queima de minha velas
não é qualquer um que me ilude
happy end, cinderela
não é qualquer um que revela
meu negativo na janela
não é qualquer um que descobre
meu riso na foto amarela
não é qualquer um que flagra
minha pose de fotonovela
não é qualquer um que me cobre
como lençol de flanela
não é qualquer um que me avexa
como se eu fosse donzela
não é qualquer um que me sabe
suavidade de gueixa
não é qualquer um que me deixa
flor aberta
primavera
domingo, 18 de abril de 2010
O meu poema novo
O meu poema novo Não tem novidade
A minha idade
Não é nunca a mesma
O que é bom passa a gente quase nem vê
que é ruim tem passos de lesma
O meu poema novo
Quem dera fosse mesmo um poema
E falasse de amor
E de flores
O meu poema novo
É assim: já velho
Breve
Nasce morrendo sem
Ainda sem ser lido
O meu poema novo?
Ora!
Não leiam
A novidade está nas paginas dos jornais
Quem sabe?
Em meu poema novo
Não cabe!
Não cabe!
Tanto coração partido
E tanta gente na rua
A mulher nua
A dama e seu luxuoso vestido
Não cabem os classificados
Nem os desclassificados
Não cabem horóscopos
Nem a queda do helicóptero
Não cabe o sorteio da sena
(Nunca vi quem tenha ganhado)
Não cabe a cena da novela
Nem a vela para o defunto
Nem tudo junto
Nem separado
O meu poema novo é assim: rasgado
A minha idade
Não é nunca a mesma
O que é bom passa a gente quase nem vê
que é ruim tem passos de lesma
O meu poema novo
Quem dera fosse mesmo um poema
E falasse de amor
E de flores
O meu poema novo
É assim: já velho
Breve
Nasce morrendo sem
Ainda sem ser lido
O meu poema novo?
Ora!
Não leiam
A novidade está nas paginas dos jornais
Quem sabe?
Em meu poema novo
Não cabe!
Não cabe!
Tanto coração partido
E tanta gente na rua
A mulher nua
A dama e seu luxuoso vestido
Não cabem os classificados
Nem os desclassificados
Não cabem horóscopos
Nem a queda do helicóptero
Não cabe o sorteio da sena
(Nunca vi quem tenha ganhado)
Não cabe a cena da novela
Nem a vela para o defunto
Nem tudo junto
Nem separado
O meu poema novo é assim: rasgado
sábado, 6 de fevereiro de 2010
um só dia
não há um só dia
em que não lembro
da luta
das latas dagua na cabeça
os feches de lenha
as cercas
as secas
o roçado os caminhos
os barreiros cavados
os jardins
as gentes
as trempes do fogão de lenha
as pedras para sentar
os dias de terça feira
dia de feira
em oi daua
não há um só dia
em que eu não lembro
setembros secos
corta ventos de cambão de milho
carros de garrafa de agua sanitaria
e baleadeiras
as algarobeiras
as cadeiras de balanço na sala
o radio ligado
a liga sem dinheiro para amarrar
amarrando dinheiro
de carteiras de cigarros
as estradas sem carros
e as gentes nas estradas
em que não lembro
da luta
das latas dagua na cabeça
os feches de lenha
as cercas
as secas
o roçado os caminhos
os barreiros cavados
os jardins
as gentes
as trempes do fogão de lenha
as pedras para sentar
os dias de terça feira
dia de feira
em oi daua
não há um só dia
em que eu não lembro
setembros secos
corta ventos de cambão de milho
carros de garrafa de agua sanitaria
e baleadeiras
as algarobeiras
as cadeiras de balanço na sala
o radio ligado
a liga sem dinheiro para amarrar
amarrando dinheiro
de carteiras de cigarros
as estradas sem carros
e as gentes nas estradas
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Meio hoje
Hoje estou meio assim
meio sem mim
meio sem tudo
meio mudo
meio tudo
meio nada
hoje estou em casa
na estrada
meio hoje
meio ontem
eu estou meio
cheio de tanto
tudo
tanto nada
eu meio
estou ligado
desligado
e meio
meio amanha
meio nunca mais
meio ainda que vazio
meio mar
mesmo rio
meio seco
mesmo inundado
meio o mesmo
mesmo mudado
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achados & perdidos
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