sexta-feira, 28 de maio de 2010

Primavera

não é qualquer um que me acende
qeu entende a minha pele
não é qualquer um que vale
a queima de minha velas
não é qualquer um que me ilude
happy end, cinderela
não é qualquer um que revela
meu negativo na janela
não é qualquer um que descobre
meu riso na foto amarela
não é qualquer um que flagra
minha pose de fotonovela
não é qualquer um que me cobre
como lençol de flanela
não é qualquer um que me avexa
como se eu fosse donzela
não é qualquer um que me sabe
suavidade de gueixa
não é qualquer um que me deixa
flor aberta
                                  primavera

Um comentário:

Devanil Caires disse...

já não tenho mais palavras, pra ficar te elogiando.
só sei que vai ficar difícil continuar colaborando com o carlos,depois de ler seus textos.
bjs