terça-feira, 20 de abril de 2010

O perfil do leitor brasileiro

O Observatório da Leitura, em parceria com a CBL, Câmara Brasileira do Livro e Imprensa Oficial divulgou dentro do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, uma pesquisa inédita sobre o consumidor de livros e de conteúdo digital no Brasil. Galeno Amorim e Maurício Garcia apresentaram os resultados.



O Brasil tem 95 milhões de leitores, sendo que cada brasileiro lê em média 4,7 livros por ano. Um total de 77 milhões não tem hábito de ler livro algum. Em relação a livros digitais, 3% disseram já ter tido acesso. Uma outra pesquisa sobre conteúdo digital foi realizada com um grupo de leitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.



Esses leitores, de 16 a 40 anos costumam freqüentar livrarias e pertencem as classes A e B. Eles consideram a livraria o principal canal de distribuição e gostam muito de Megastores. As mulheres costumam comprar por impulso enquanto os homens pesquisam o preço nas livrarias para depois decidirem pela compra no local ou pela internet.



A princípio, o livro dentro de um computador ou notebooks foi rejeitado por problemas com luminosidade, bateria, dificuldades para anotações e impressão. Quando foi apresentado um e-reader, a maioria dos entrevistados achou o aparelho leve, fácil de operar, com bom apelo ecológico e boa capacidade de armazenamento. Mas disseram que não comprariam por enquanto, porque outros irão surgir nos próximos meses com muito mais aplicativos.



Foi feita a pergunta: quanto você estaria disposto a pagar por um e-reader? Os paulistas responderam R$ 1.500,00, os cariocas e gaúchos R$1.000,00 , e os pernambucanos R$ 250,00. O dado mais interessante da pesquisa veio com a pergunta: Quanto você pagaria por um livro digital? O resultado foi: ¼ do atual preço de capa de um livro impresso, ou seja, se uma obra impressa custar R$80,00 na livraria, o leitor pagará R$20,00 pela mesma obra digital.



Também foi feita a pergunta: Você pretende comprar livros digitais? Quase a totalidade dos entrevistados respondeu que NÃO. A principal alegação foi a de que o que está na internet é gratuito. Assim como com as músicas, a opção será baixar de algum lugar. Os entrevistados disseram que só comprariam livros digitais, se as editoras apresentarem novos atrativos.

Nenhum comentário: